Como a escoliose afeta o corpo humano?

Publicado em 09/07/2020


Observando-se o corpo humano pelas costas, a coluna vertebral normal apresenta-se reta, da cabeça até a região sacral. Quando a coluna se apresenta curva, no plano das costas, essa deformidade é denominada escoliose. A escoliose pode apresentar uma curva em "C" ou uma dupla curva em "S".

A escoliose não deve ser confundida com má postura. Quando a causa é desconhecida ela recebe o nome de escoliose idiopática. Aproximadamente 85% das escolioses são idiopáticas. É a grande maioria.

Durante a infância, a escoliose afeta meninos e meninas. Na fase adolescente, as meninas são 5 a 8 vezes mais afetadas pela escoliose. Entretanto, 90% dos casos de escoliose idiopáticas são devidos a acréscimos moderados da curvatura da coluna e, geralmente, não são contemplados com tratamento intensivo. Durante a juventude, geralmente, a escoliose não apresenta processos de dor. Se a escoliose não for corrigida, na fase adulta, podem ocorrer dores nas costas.

No plano das costas, parte da musculatura atua mantendo a coluna reta e estável. Para isso a natureza fez esses músculos aos pares e simétricos. Quando um músculo fica mais tensionado que o seu par, ele acaba puxando a coluna para o seu lado e, assim, provoca a escoliose.

Para os casos onde as deformidades da coluna não forem causadas por doenças nos ossos (osteoporose, tuberculose, etc) ou deformações nas vértebras, é óbvio que o tratamento deve reconduzir a coluna para a posição normal e, através da fisioterapia, desenvolver a musculatura interessada para mantê-la na posição corrigida.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e além disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.

Escoliose em crianças e adolescentes


É cada vez maior o número de crianças e adolescentes com escoliose. E em cerca de 70% dos casos não se consegue estabelecer uma causa. Só o diagnóstico e o tratamento precoce evitam que as crianças e adolescentes com o desvio lateral na coluna venham a desenvolver deformidades físicas e dores nas costas. Este fator, faz com que aumente também a importância de ter um profissional de fisioterapia no ambiente escolar.

Francisco Miguel Pinto é o único fisioterapeuta que trabalha dentro de uma escola do Estado do Rio de Janeiro (CIEP Heitor dos Prazeres, em Pedra de Guaratiba), como professor de educação física. Porém, pensando em oferecer uma melhor qualidade de vida aos alunos, ele desenvolveu um projeto junto com a Secretaria de Educação que permite atuar na educação postural das crianças, já que isso também é qualidade de educação física.

Assim, coloca os conhecimentos de fisioterapia dentro das escolas. Apesar de não poder tratar os problemas dentro das unidades escolares, ele pode educar. E é esta a sua proposta no CIEP. E assim, iniciar um projeto de inclusão da fisioterapia nas escolas. Mostrando a importância da inclusão de um profissional de fisioterapia no projeto Saúde na Escola, por exemplo.

“A escoliose pode surgir de forma bastante agressiva durante toda a fase de crescimento. Em poucos meses, sem que os pais percebam, a coluna da criança ´entorta´. A fase do ´estirão´, que é o crescimento acelerado na puberdade, é o momento mais crítico do processo. As técnicas de fisioterapia são a melhor forma de tratamento pré e pós-existentes para esses desvios. Os exercícios vão ´segurar´ a curvatura da coluna vertebral e impedir que a escoliose se acentue”.


Como a escoliose afeta o corpo humano?
 

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Fonte: Por Patrícia Ribeiro



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